“Eu vejo a mão de Deus nas maravilhas do espaço”, diz cientista da NASA

Por mais de uma década, o cientista da NASA, Adam Szabo vem trabalhando na missão de US$ 1,6 bilhão, da Sonda Solar Parker.

Szabo disse à CBN News: “Eu vejo a mão de Deus nas maravilhas do espaço e até mesmo a nossa existência aqui na terra não poderia acontecer sem um Criador divino”.

A missão enviará uma sonda sobre o tamanho de um automóvel compacto no espaço. Ele fará 24 órbitas ao redor do sol.

A Obra de Deus em exibição no espaço

Em sua abordagem mais próxima, a sonda Parker Solar voará a cerca de 5,2 milhões de quilômetros da superfície do Sol, mais de oito vezes mais próxima que qualquer outra nave espacial e mais de oito vezes mais próxima que Mercúrio.

Szabo diz que vê a mão de Deus nas maravilhas do espaço todos os dias.

“Quando eu olho para quanta energia existe no sol e toda essa energia vindo em nossa direção, ainda assim essa energia seria extremamente perigosa se nós estivéssemos diretamente expostos a ela. Olhe para esta espaçonave. Apenas pelo fato de voarmos por lá [o sol] nós tivemos que tomar medidas de proteção extremas, apenas coisas robóticas sobrevivem, independente dos seres humanos”, disse Szabo.

A Missão da Sonda Espacial Parker

Com lançamento previsto para 31 de julho de 2018, de Cape Canaveral, Flórida, a Sonda Solar Parker estudará como o calor e a energia se movem através da atmosfera do sol, conhecida como a coroa, que é mais quente que a superfície do sol.

Ele enviará os dados de volta à Terra, onde os cientistas da NASA explorarão o que acelera os ventos solares que afetam a Terra e outros planetas.

A sonda tem o nome de Eugene Parker, que foi quem primeiro formulou a hipótese de que a matéria de alta velocidade e o magnetismo escapavam constantemente do sol e afetavam os planetas e o espaço em todo o nosso sistema solar.

Este fenômeno agora é conhecido como o “vento solar”.

Sonda Solar Responderá a Muitas Perguntas

“A Parker Solar Probe vai responder a perguntas sobre a física solar que nos têm intrigado por mais de seis décadas”, disse em um comunicado a cientista do projeto Parker Solar Probe, Nicola Fox, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.

“É uma espaçonave carregada de avanços tecnológicos que resolverão muitos dos maiores mistérios sobre nossa estrela, inclusive descobrir por que a coroa solar é muito mais quente do que a superfície. E estamos muito orgulhosos de poder levar o nome de Gene conosco nesta incrível viagem de descoberta”, acrescentou.

Seis instrumentos a bordo também medirão os campos elétricos e magnéticos do sol, bem como seus ventos solares e outros fenômenos.

O clima espacial pode não soar como algo que nos preocupa aqui na Terra, mas os cientistas estimam que os eventos solares que acontecem sem aviso poderiam causar trilhões de dólares em danos aos EUA e uma séria ejeção de massa coronal, ou CME, poderia deixar partes do país sem energia por um ano ou mais.

A sonda será lançada dentro de um foguete Delta IV de Cabo Canaveral, na Flórida.

Os cientistas dizem que a coisa mais difícil será dizer adeus a ela para sempre.

Sonda carrega 1,1 milhão de nomes

A sonda levará mais de 1,1 milhão de nomes de pessoas ao sol em julho, disse a agência espacial norte-americana.

Em março de 2017, o público foi convidado a enviar seus nomes para o sol a bordo da primeira missão da humanidade para “tocar” uma estrela.

Um total de 1.137.202 nomes foram apresentados, e um cartão de memória com os nomes foi instalado na espaçonave em 18 de maio – três meses antes do lançamento programado em 31 de julho.

O cartão foi montado em uma placa com uma dedicatória e uma citação do homônimo da missão, Eugene Parker.

Fonte: guiame.com.br 

Cientistas criam curativo que pulsa para tratar sequelas de corações infartados

Os médicos costumam dizer que quando alguém sofre um ataque cardíaco, “o tempo é músculo”.

O coração depende de um fornecimento contínuo de oxigênio proveniente das artérias coronárias. Se elas entopem e o abastecimento para, as células musculares do órgão começam a morrer em questão de minutos.

Em muitos casos, a menos que os cirurgiões consigam aliviar a obstrução dentro de uma hora, mais de 1 bilhão de células musculares são irreversivelmente perdidas.

Os pacientes que sobrevivem costumam desenvolver um quadro de insuficiência cardíaca permanente. E, cinco anos após o ataque, 50% deles não estarão mais vivos. No Brasil, cerca de 50 mil pacientes morrem anualmente em decorrência de insuficiência cardíaca, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

“No fim das contas, seus corações ficam tão fracos que não conseguem sustentar um fluxo de sangue suficiente e simplesmente param por completo”, explica Sanjay Sinha, cardiologista do Hospital Addenbrooke, em Cambridge, no Reino Unido.

Nos próximos cinco anos, no entanto, a medicina regenerativa poderá oferecer uma nova alternativa radical: curativos para o coração, preparados em laboratório.

Diferentemente de alguns órgãos, como a pele e o fígado, o coração tem uma capacidade muito limitada de regeneração. As células musculares cardíacas se replicam a uma taxa de apenas 0,5% ao ano, o que não é suficiente para reparar qualquer dano significativo.

As células mortas acabam sendo substituídas por camadas espessas de tecido cicatrizado rígido e resistente, o que significa que essas partes do coração simplesmente deixam de funcionar.

Massagem cardíacaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAtualmente, o transplante de coração é a única opção para pacientes com insuficiência cardíaca

Atualmente, o transplante é a única opção para pacientes com insuficiência cardíaca. Mas, na ausência de doadores em número suficiente, menos de 400 procedimentos do tipo são realizados por ano no Brasil.

As células-tronco podem oferecer uma alternativa. Em ensaios clínicos, cientistas tentaram “recuperar a musculatura” de corações lesados injetando células-tronco individuais – do sangue ou da medula óssea do próprio paciente – diretamente no coração.

Embora essa abordagem tenha regenerado com sucesso os vasos sanguíneos comprometidos e melhorado, assim, o fluxo de sangue para o coração, apresentou um benefício mínimo em termos de resolver o problema principal: fazer crescer novamente o músculo cardíaco perdido. Isso porque 95% das células-tronco injetadas não são incorporadas ao órgão e desaparecem imediatamente na corrente sanguínea.

Curativos

Mas, em parceria com uma equipe de biólogos do Instituto de Células-Tronco da Universidade de Cambridge, Sinha está desenvolvendo uma solução ligeiramente diferente: curativos para “remendar” o coração. São retalhos minúsculos de músculo cardíaco que pulsam – cada um com menos de 2,5 centímetros quadrados de área e meio centímetro de espessura – criados em pequenas placas no laboratório.

Cultivados ao longo de um mês, os curativos são feitos a partir de amostras de células do sangue, que são reprogramadas para a função de um determinado tipo de célula-tronco (capaz de se transformar em qualquer célula no corpo humano) – no caso, em células do músculo cardíaco, dos vasos sanguíneos e do epicárdio, membrana que envolve e dá forma ao coração.

Esses aglomerados de células cardíacas são então cultivados em um suporte especial, sendo organizados e alinhados em uma estrutura semelhante à do tecido cardíaco verdadeiro.

“Acreditamos que esses curativos terão uma chance muito maior de serem naturalmente assimilados pelo coração do paciente, já que estamos criando um tecido totalmente funcional que já bate e se contrai através da combinação de todos esses tipos diferentes de células que se comunicam entre si”, explica Sinha.

“Sabemos que as células epicárdicas são particularmente importantes na coordenação do desenvolvimento adequado do músculo cardíaco. Pesquisas mostram que, nos embriões, ocorre muita interferência entre o epicárdio e o coração que está se desenvolvendo”, acrescenta.

Simulação de um 'curativo que pulsa' para o coração
Image captionSimulação de um ‘curativo que pulsa’ para o coração | Foto: Reprodução de vídeo da Universidade de Stanford

Sinha se prepara atualmente para testar os curativos em camundongos e, em seguida, em porcos. Se tudo der certo, o cardiologista pode estar pronto para realizar as primeiras experiências em seres humanos em cinco anos.

Em busca da batida perfeita

E ele não está sozinho. Nos Estados Unidos, uma equipe formada por cientistas das universidades de Stanford, Duke e Wisconsin também está tentando desenvolver curativos cardíacos.

Assim como Sinha, os pesquisadores imaginam um procedimento que começaria pela identificação dos tecidos cardíacos lesados por meio de exames de ultra-sonografia e ressonância magnética. Com base no formato das cicatrizes, eles imprimiriam um curativo personalizado em 3D. Os cirurgiões abririam então a caixa torácica e costurariam o “remendo” diretamente no órgão, de maneira que fique conectado às veias e artérias existentes.

Médicos costuram coraçãoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionCurativo impresso em 3D seria costurado diretamente no coração

“Para pacientes com insuficiência cardíaca particularmente grave, serão necessários vários curativos em diversos lugares, pois o coração inteiro se dilata para tentar se adaptar ao dano”, afirma Tim Kamp, professor de biologia regenerativa da Universidade de Wisconsin.

“Ele muda de forma, pode ter a aparência de uma bola de rúgbi, de basquete ou de um grande balão.”

Um dos principais desafios é integrar eletricamente o curativo ao coração, a fim de garantir que ambos pulsem sincronizados. Qualquer conexão elétrica defeituosa poderia resultar em um ritmo cardíaco anormal.

“Podemos colocar o curativo no coração com nossas ferramentas cirúrgicas, mas não podemos forçá-los (o órgão e o curativo) a se entender”, diz Kamp.

“Esperamos que eles façam isso. Acreditamos que os sinais elétricos que passam como uma onda através do músculo cardíaco, dizendo para ele contrair, façam com que o curativo contraia na mesma proporção.”

Células do curativo cardíaco visualizadas de perto
Image captionCélulas do curativo cardíaco visualizadas de perto | Foto: Reprodução de vídeo da Universidade de Stanford

Procedimento mais barato

Se os desafios forem superados, Sinha afirma que eles poderão não apenas salvar vidas, mas também economizar dinheiro.

No Reino Unido, um transplante cardíaco custa cerca de £500 mil – algo em torno de R$ 2,5 milhões, incluindo os custos da internação hospitalar. Para os milhares de pacientes com insuficiência cardíaca que não conseguem um transplante, as despesas com cuidados médicos contínuos e repetidas internações podem ser ainda maiores. Já o valor estimado atualmente para um “curativo cardíaco” gira em torno de £70 mil – quase R$ 350 mil.

Além disso, os curativos são feitos a partir do sangue do próprio paciente, o que significa que eles não precisariam passar por algumas complicações associadas aos transplantes – como as altas doses de drogas imunossupressoras para evitar a rejeição do órgão.

“Um coração ferido é um ambiente hostil, altamente inflamado, em que pode ser difícil para o novo tecido sobreviver”, diz Kamp.

“A vantagem dos curativos cardíacos é que eles são customizados para o paciente, então é improvável que o coração os rejeite.”

Segundo os pesquisadores, a tecnologia pode mudar a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo.

“A insuficiência cardíaca pode muitas vezes incapacitar o indivíduo”, diz Sinha.

“Você está sempre exausto, não consegue subir sequer um lance de escadas. Mas, pela primeira vez, achamos que somos realmente capazes de recriar o tecido cardíaco vivo, que é idêntico ao do paciente, onde as células se comunicam de maneiras misteriosas e maravilhosas, trabalhando juntas como fazem no corpo.”

“Se conseguirmos ajustar o procedimento nos próximos anos e garantir que seja completamente seguro, ele poderá ajudar essas pessoas a terem uma vida normal novamente.”

Fonte: bbc.com/portuguese

As civilizações perdidas da Amazônia e a evangelização dos indígenas

Após 10 anos de pesquisas, arqueológicas no Alto Xingu, cientistas do Brasil e dos EUA constataram que, antes de Colombo, os índios da região moravam em conglomerados comparáveis a algumas cidades da Grécia ou da Idade Média.

Há 2.000 anos, essas cidades de até 50 hectares eram dotadas de muros, praças e centros cerimoniais, e estavam ligadas por uma densa rede de estradas.

Excavações no Alto Xingu

Seus habitantes desmatavam, construíam canais, tinham roças, pomares, tanques para criar tartarugas, pescavam em larga escala e faziam uso contínuo e sistemático da terra.

As conclusões desses trabalhos foram sendo publicadas numasérie de artigosda reputada “Science”, revista da Associação Americana para o Progresso da Ciência (American Association for the Advancement of Science ‒ AAAS).

Na região amazônica de Beni, Bolívia, arqueólogos haviam observado de avião o traçado muito bem definido de canalizações e divisórias de roças, bem como a existência de intrigantes “terras negras”, que só podiam provir da adubação.

Os trabalhos tiveram dificuldades para avançar devido à hostilidade dos ambientalistas.

Para o escritor científico Charles C. Mann, autor de “1491”, obra que ganhou o prêmio da U.S. National Academy of Sciences para o melhor livro do ano (2005), os ambientalistas temiam que o trabalho científico trouxesse um desmentido ao “prístino mito”.

O livro premiado sobre cidades perdidas

Segundo esse mito ideológico e teológico, antes da descoberta e evangelização de América, os índios viviam num relacionamento edênico com a selva amazônica.

Pertencendo eles, porém, ao gênero humano, é natural que fizessem o que os homens fazem e sempre fizeram: construir casas, cidades e estradas, plantar, criar animais para se alimentar, tecer para se vestir e acumular para garantir o sustento de seus filhos.

Muitas das observações dos cientistas já haviam sido parcialmente publicadas, e as fotos podem se obter na Internet.

O antropólogo Carlos Fausto e a linguista Bruna Franchetto, ambos do Museu Nacional, estiveram entre os pesquisadores no Alto Xingu; como também o arqueólogo americano Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, autor principal do estudo.

Para Heckenberger, o planejamento urbano amazônico pré-Colombo era mais complicado que o da Europa medieval, e incluía, segundo Fausto, “uma distribuição geométrica precisa”.

A diferença dos tons de verde patenteia a adubação das terras em tempos remotos

Ficou assim comprovado que a Amazônia pré-colombiana viu florescer remarcáveis concentrações urbanas.

Na plenitude de sua expansão, a civilização do Xingu incluía 50 mil habitantes, dotados de autoridades políticas e religiosas que governavam as cidades menores a partir das principais.

Algumas de suas estradas – que podiam ter entre 20 e 50 metros de largura – foram identificadas como tendo cinco quilômetros de extensão. Para atravessar alagamentos foram construídas pontes, elevações de terreno e canais para canoas.

Também foram erigidas barragens que formavam lagos artificiais, sinais que mostram o grau de civilização daquele conjunto humano.

Os pesquisadores detectaram perto de 15 grupos principais de aldeias, espalhados numa superfície de dois milhões de hectares.

As cidades tinham formas geométricas, muros e fossos protetores, visíveis após o desmatamento

As tradições orais dos índios kuikuro – habitantes da região que, segundo Fausto, “têm um nome para cada uma das aldeias” – orientaram as pesquisas e foram confirmadas pelos achados. Existiram, portanto, civilizações política, religiosa, econômica e culturalmente definidas.

O arqueólogo Heckenberger sublinha que aquilo que até agora se supunha ser “uma floresta tropical virgem”, de fato é uma região altamente influenciada pela ação humana.

Segundo o arqueólogo, o planejamento urbano amazônico pré-histórico era mais complicado que o da Europa medieval. “Lá você tinha a “town” [vila] e a “hinterland” [zona rural] sem integração. Aqui estava tudo junto”, diz.

Mapa satelital das “cidades jardim” no Alto Xingu

“A organização espacial xinguana também denota uma hierarquia política entre vilas que remete às cidades-estado gregas. Cada “aglomerado galáctico” era um centro independente de poder, que provavelmente mantinha relações com outros aglomerados.

“Você não encontra uma capital da região”, diz Carlos Fausto. “O maior nível de organização é a vila cerimonial”.

Embora o escopo dos trabalhos no Alto Xingu e no Beni fosse apenas científico, eles acabaram por mostrar que o mito de uma floresta intocada é um sonho ideológico anti-histórico.

Uma propaganda da qual o ambientalismo e o comuno-tribalismo são useiros e vezeiros quer fazer crer que o próprio da cultura dos índios da Amazônia é de viverem como selvagens, vagando nus pelo mato e incapazes por natureza de constituir uma civilização.

Segundo tal propaganda, essa forma de vida selvagem seria uma fase da evolução do macaco ao homem.

Localização de “civilizações perdidas” já detetadas na Amazônia.
Fonte: “Washington Post”

E, mais ainda, os civilizados teríamos sido “desviados” da evolução “boa” pela civilização.

Agora se pode, a partir de dados científicos, sustentar com tranquilidade que a lamentável situação em que vivem certos índios não é decorrente de uma fatalidade cultural imposta pela “evolução”, mas sim uma decadência de povos que tiveram uma cultura mais alta.

Obviamente, esta constatação é um convite para ajudar esses índios a se recuperarem, inclusive do ponto de vista civilizatório.

As descobertas patenteiam um princípio que sempre orientou a obra missionária da Igreja: embora pagãos e decaídos, os índios são seres humanos beneficiados pelos frutos infinitos da Redenção conquistados por Nosso Senhor Jesus Cristo no alto da Cruz.

Assim, também a eles se aplica o mandamento evangélico: “Ide e evangelizai todos os povos”.

É portanto injusto e anticristão atribuir-lhes uma condição de entes integrados na floresta, privados de entrar em contato com a civilização, de progredir e receber a pregação da Palavra de Deus; em suma, de se tornarem parte da grei abençoada da Santa Igreja Católica.

Marcas das antigas cidades e vias de comunicação

Eles têm alma e estão chamados a serem filhos de Deus, a conhecerem a Igreja, a receber a graça divina e conquistar a vida eterna!

Se outra prova fosse necessária, os referidos achados arqueológicos apontam-nos como provenientes de um elevado estágio civilizatório que defeitos e/ou vícios morais rebaixaram até o lamentável estado em que se encontram.

Porém, nada disso pode ser empecilho para levar até eles as palavras de salvação da Igreja, a graça do batismo e os sacramentos, sinais sensíveis da graça divina.

E, junto com a vida sobrenatural, os tesouros culturais da Civilização Cristã.

As descobertas no Alto Xigu constituem assim mais um estímulo caritativo à obra de evangelização dos indígenas. Evangelização que é ponto de partida natural para uma cultura genuinamente cristã e brasileira.

Os silvícolas serão destarte beneficiados com a plenitude de bens hauridos pelos filhos de Deus na Santa Igreja Católica em decorrência da prática de seus santos e salutares ensinamentos.

Fonte: cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br

A lei da física que controla discretamente sua vida – e pode ajudar a melhorá-la

Por que um cacto tem a forma ideal para viver em um habitat sem água? Por que muitos rios formam curvas ao avançar rumo à sua foz?

Há uma teoria da física que explica isso. Na verdade, não só isso, mas também o comportamento de qualquer coisa em movimento, seja inanimada ou animada.

Trata-se de uma lei da física bem recente e ainda pouco conhecida pelo público em geral: chama-se Lei Constructal e foi formulada em 1996 por Adrian Bejan, professor de Engenharia Mecânica da Universidade Duke, nos Estados Unidos.

Bejan quis torná-la o mais acessível possível para as massas em seu livro A Física da Vida: A evolução de tudo, publicado em 2016. Mas como ela pode explicar praticamente tudo?

Tudo flui sob o mesmo princípio

A essência da teoria é que todo processo em movimento, seja de um ser vivo, como uma planta, ou algo mais intangível ou inanimado, como uma rota migratória ou a comunicação entre computadores, avança rumo a uma maior eficácia.

Esse avanço gera mudanças morfológicas e ajustes que respondem ao mesmo princípio de otimização, da evolução rumo a algo melhor. E isso, segundo escreveu Bejan em seu livro, se aplica a fluxos tão díspares como o “trânsito de uma cidade, o transporte de oxigênio dos pulmões e a fluidez dos pensamentos na arquitetura do cérebro”.

Bejan diz que toda a natureza é formada por sistemas de fluxo que mudam e evoluem com o tempo para fuir melhor (Foto: Getty Images)Bejan diz que toda a natureza é formada por sistemas de fluxo que mudam e evoluem com o tempo para fuir melhor (Foto: Getty Images)

Bejan diz que toda a natureza é formada por sistemas de fluxo que mudam e evoluem com o tempo para fuir melhor (Foto: Getty Images)

Bejan diz que toda a natureza é formada por sistemas de fluxo que mudam e evoluem com o tempo para se tornarem melhores. Assim, segundo a Lei Constructal, a tendência é sempre a uma fluidez mais fácil e, com o tempo, os fluxos se tornam maiores. E, quanto maiores o fluxos, mais inerentemente eficazes eles se tornam.

Lei ou teoria?

Na física, há muitas teorias, tantas quantas a mente puder imaginar, mas poucas leis. Uma lei deve explicar ou resumir um fenômeno universal, como as leis da dinâmica de Newton. Além disso, segundo o engenheiro, uma lei deveria ser “obedecida” por qualquer sistema imaginável: corpos, rios, máquinas.

Por sua vez, as teorias são previsões sobre como algo deve se dar e estão baseadas em uma lei. Para Bejan, a Lei Constructal explica o funcionamento de qualquer sistema dinâmico e é o motor de campos tão distintos como a evolução, a engenharia e o design.

O engenheiro se inspirou para concebê-la enquanto desenhava um sistema de refrigeração de computadores portáteis: ele se deu conta que as canalizações se ramificavam como se fossem árvores e, a partir daí, nasceu o conceito de sua lei.

Agora, sua proposta está ganhando grande aceitação nos círculos científicos e, segundo disse Bejan em entrevistas, até o momento não foi refutada por publicações especializadas.

A inação interromperia o fluxo e deteria o processo de otimização natural (Foto: Getty Images)A inação interromperia o fluxo e deteria o processo de otimização natural (Foto: Getty Images)

A inação interromperia o fluxo e deteria o processo de otimização natural (Foto: Getty Images)

Ele acaba de receber a prestigiosa medalha Benjamin Franklin, em parte por sua “teoria constructal, que prevê o design natural e sua evolução nos sistemas engenharia, científicos e sociais”. Segundo o engenheiro, entender melhor essa lei pode nos ajudar a antecipar mudanças, por exemplo, em dinâmicas sociais, nos governos ou na economia.

E como pode melhorar sua vida?

Se uma dinâmica se torna mais eficaz quanto mais fluida e livre for, então, a moral para nossas vidas bem que poderia ser “não pare”.

Bejan, que nasceu e cresceu na Romênia sob um governo comunista, diz que sua Lei Constructal, se aplicada de maneira prática ao nosso dia a dia e ao nosso trabalho, sugere que quanto mais livres, flexíveis e dinâmicos nos tornamos, mais eficazes somos. Da mesma forma, a inação interromperia esse fluxo e deteria o processo de optimização natural.

Segundo disse Bejan há alguns anos à revista Forbes, sua teoria tem incontáveis aplicações, “porque coloca o design biológico e a evolução dentro do campo da física, junto a tudo mais até agora existia sob o guarda-chuva da ‘ciência dura’: a economia, as dinâmicas sociais, os negócios e o governo”.

Uma das frases que ele mais gosta de repetir em conversas e entrevistas, também recorrente em seus livros, é que “a liberdade é boa para o design”. Assim, a mensagem que ele passa é que devemos fluir mais e melhor para nos tornarmos melhores.

 Fonte: g1.globo.com